terça-feira, agosto 01, 2006

Cultivo de milho transgénico quase duplicou este ano em Portugal

Os agricultores portugueses cultivaram, este ano, mais de 1.200 hectares de milho transgénico, segundo as notificações divulgadas pelo Instituto do Ambiente, o que representa quase o dobro do que foi cultivado em 2005.
“Em termos de superfície, o cultivo de variedades geneticamente modificadas é pouco significativo, porque representa menos de um por cento do total. Mas houve um crescimento de 40 a 45 por cento relativamente ao ano passado, quando foram semeados cerca de 750 hectares”, disse à Lusa o presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS).

Luiz Vasconcellos e Sousa justifica o crescimento com a “vontade comercial das empresas produtoras de sementes em implantarem os Organismos Geneticamente Modificados (OGM)” na Europa

No entanto, a procura não responde da mesma forma. “Não há mercado para OGM na Europa, pelo menos declarado. Daí que a superfície cultivada continue a ser reduzida. Não há uma grande pressão por parte da procura para que isso aconteça, logo, comercialmente não se torna muito interessante”, adiantou.

A lei que regula o cultivo de organismos geneticamente modificados em Portugal (17 variedades de milho) estabelece que os agricultores, entre outras obrigações, devem notificar a respectiva Direcção Regional da Agricultura (DRA), informando sobre a espécie que pretendem cultivar, a área e local onde se fará o cultivo e as medidas de coexistência adoptadas para evitar contaminações acidentais com outras culturas.
A divulgação das informações recolhidas pelas DRA é feita posteriormente pelo Instituto do Ambiente, uma vez que esta é a entidade que acompanha os eventuais efeitos dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) sobre o ambiente.

No total, foram recebidas notificações relativas ao cultivo de 1.241 hectares de milho transgénico, com destaque para as regiões do Ribatejo e Oeste (453 hectares) e Alentejo (678 hectares).
Os agricultores são também obrigados a informar as DRA sobre as medidas de coexistência adoptadas para evitar a contaminação com outras culturas convencionais ou biológicas.



Fonte:
http://semanal.omirante.pt