terça-feira, março 07, 2006

Protótipo de vacina contra H5n1


Cientistas húngaros criaram um protótipo de vacina contra a gripe das aves, com resultados positivos nos ensaios clínicos realizados em humanos, anunciou hoje o ministro da Saúde húngaro.
Os ensaios clínicos tiveram resultados positivos, uma vez que foram encontrados anticorpos no sangue dos voluntários".
"A Hungria possui tecnologia para produzir rapidamente, em grandes quantidades e de forma eficaz, uma vacina contra o vírus", afirmou Lazlo Bujdoso, director dos ANTSZ, instituição que criou o protótipo da vacina.
"A eficácia do protótipo da vacina está provada em aves, pelo que pode ser utilizado para vaciná-las", referiu Lazlo Bujdoso.
Desde o fim de Setembro que os ANTSZ estão a levar a cabo ensaios clínicos do protótipo de vacina em 150 homens e mulheres que se ofereceram voluntariamente para o efeito.
Os serviços veterinários húngaros desenvolveram o protótipo de vacina a partir do foco do vírus que surgiu em Hong-Kong em 1997.


Na Rússia, o centro Vektor de virologia e biotecnologia está prestes a criar uma vacina contra a gripe das aves, afirmou hoje o vice-director da instituição, Serguei Netiossov.
"Numerosos institutos russos trabalham na criação de uma vacina contra a gripe das aves, uns para proteger os animais e outros para defender os humanos", afirmou.
"No que diz respeito à vacina contra o vírus da gripe das aves em humanos, o Instituto da Gripe de São Petersburgo está quase a resolver o problema", acrescentou o cientista.
Entretanto, o laboratório indiano Cipla confirmou hoje que vai produzir uma versão genérica do Tamiflu, medicamento utilizado no tratamento da gripe das aves, de acordo com um dos seus directores.
"Prevemos fabricar 750 quilos deste medicamento por mês, para comercialização a nível mundial", afirmou Amar Lulla, em declarações à AFP, acrescentando que a Cipla não tem "qualquer acordo com a Roche" (detentora da patente do Tamiflu), mas que está disposta a chegar a um compromisso.
Perante o elevado número de encomendas, devido à possibilidade do surgimento de uma pandemia, a Roche anunciou na terça-feira estar disposta a conceder licenças de fabrico do medicamento a outras empresas.
Com sede em Bombaim, a Cipla está presente em mais de 150 países e é uma das principais fabricantes mundiais de medicamentos genéricos, que assumem especial importância para os países em desenvolvimento