sexta-feira, março 24, 2006

Transgénicos: Eles estão aí

Transgénicos: Eles estão aí

“Já todos comemos transgenicos”. É este o aviso da bióloga Margarida Silva. Ainda assim, os portugueses sabem pouco sobre o tema.
“Somos cobaias de uma má experiência, que não tem controlo.” É assim que se refere Margarida Silva, coordenadora do grupo de Estudos Ambientais da Universidade Católica do Porto e representante da Quercus, a um dos temas mais polémicos da ciência – os transgenicos “Eles representam uma caixa preta em termos de impacto na saúde”.
Para Margarida Silva, os portugueses são “dos menos esclarecidos da União Europeia” sobre o tema. A opinião da bióloga confirma os resultados de um inquérito realizado pelo JornalismoPortoNet. Quase 90% dos portugueses não sabe o que são transgénicos. Muitos referem que já ouviram falar, mas não sabem do que se trata.


Opiniões dividem-se

A comunidade científica não tem uma posição uniforme em relação ao tema. Uns defendem os transgénicos. Outros condenam. “Temos aqueles que defendem os transgénicos, dizendo que os avanços científicos implicam riscos. Acrescentam que o valor nutricional dos alimentos pode ser melhorado e dizem também que os transgénicos podem resolver a questão alimentar dos países menos desenvolvidos, por permitirem uma maior produtividade”, refere Isabel Fernandes, nutricionista.
Depois, temos aqueles que estão contra os transgénicos, apontando-lhes muitos inconvenientes. “Estamos a arriscar a nossa vida a troco de nada”, pois os transgénicos têm vários inconvenientes, considera Margarida Silva. Um deles é a inexistência de estudos que mostrem os seus efeitos nos seres humanos. “Não sabemos se alguém morreu por causa deles”, acrescenta.
A contaminação dos solos é outra das preocupações. Experiências demonstram que a toxina Bt do milho geneticamente modificado passa para o solo, onde permanece durante anos. A biodiversidade está também em causa, garantem os ambientalistas. “Os genes da planta geneticamente modificada matam os insectos que a comem. Mas há experiências que mostram que joaninhas, que comeram insectos, que comeram transgénicos, também morreram”, afirma Isabel Fernandes.

Mas afinal onde é que eles estão?

“Desde bolachas, a salsichas, chocolates, pizas, hambúrguer, cereais, tudo pode ter transgénicos”, refere Margarida Silva. Em Novembro de 2002, a DECO publicou um artigo que mostrava os resultados de uma análise a 50 alimentos comercializados em Portugal. 5 Deles tinham transgénicos em quantidades baixas. Em 35 alimentos não foi possível analisar o ADN, o que quer dizer que podiam ter transgénicos.
Rotulagem é obrigatória?
Portugal segue a lei europeia em relação aos transgénicos. A rotulagem é obrigatória em alimentos com mais de 1% de transgénicos. “Aqueles que têm menos de 1% não necessitam de indicar isso no rótulo. Quer isso dizer que já todos comemos transgénicos, mesmo que em pequenas quantidades”, garante a nutricionista Isabel Fernandes. “Mas a rotulagem nem sempre é cumprida. Está a ser violado o nosso direito de escolha”, refere Margarida Silva.
Daniel Vaz



Comentários

As dúvidas geram grande insegurança. Parece n termos a certeza de nada. O q hoje faz mal, amanhã faz bem ou vice-versa. é assim a ciência. Mas poderemos dizer que os transgénicos são mais prejudiciais que os pesticidas, as hormonas e antibióticos ou as bactérias da aquacultura?Quando vou ao supermercado já não sei o que comprar com segurança.

sexta-feira, março 17, 2006

Transgénicos: mocinhos ou bandidos?


Produzidos em ampla escala, os alimentos transgênicos poderiam solucionar o problema da fome no mundo. São frutas que mantêm sabor e consistência por vários dias em temperatura ambiente, e vegetais produzidos sem agrotóxicos. Só que os efeitos nocivos têm alertado para o surgimento de alergias e até mesmo para a interferência no ecossistema do planeta. Com isso, a regulamentação vira fruto de debate.
O desenvolvimento da Engenharia Genética proporcionou o aparecimento de alimentos produzidos a partir da tecnologia do DNA recombinante – os organismos geneticamente modificados (OMG) - que podem ser consumidos "in natura" ou manufaturados a partir de microorganismos, animais e plantas desenvolvidos em laboratórios. Entretanto, ainda não há como afirmar que os alimentos transgênicos são cientificamente seguros. Existem poucos produtos liberados, e com um potencial de risco, mesmo que muito pequeno.
A questão da rotulagem dos transgênicos gera polêmica. Existem duas importantes correntes; uma propõe três tipos de rótulos: não contém OGM, contém OGM e pode conter OGM, a outra, simplesmente defende a não identificação. Se isso ocorrer, uma pessoa alérgica pode desenvolver uma reação grave, se não estiver devidamente informada quanto à composição do produto transgênico.

segunda-feira, março 13, 2006

Trangénicos


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Soja Transgénica


Ultimamente, com o avanço da engenharia genética, vários estudos e trabalhos científicos tem demonstrado avanços significativos na manipulação de material genético de plantas e outros seres vivos. Alvo de discussões sobre suas vantagens e desvantagens, a ciência dos transgénicos está em pleno desenvolvimento.

Ambientalistas acusam os alimentos transgénicos de causar impactos irreversíveis ao meio ambiente.
Os alimentos transgénicos são modificados geneticamente em laboratórios com o objectivo de conseguir melhorar a qualidade do produto. Os genes de plantas e animais são manipulados e muitas vezes combinados. Os organismos geneticamente modificados, depois da fase laboratorial, são implantados na agricultura ou na pecuária. Vários países estão adoptando este método como forma de aumentar a produção e diminuir seus custos.
Através da modificação genética, técnicas que incluem DNA recombinante, introdução directa em um ser vivo de material hereditário de outra espécie, incluindo micro injecção, micro encapsulação, fusão celular e técnicas de hibridização com criação de novas células ou combinações genéticas diferenciadas, ou seja, que não encontramos na natureza.
Na agricultura, por exemplo, uma técnica muito utilizada é a introdução de gene inseticida em plantas. Desta forma consegue-se que a própria planta possa produzir resistências a determinadas doenças da lavoura. A Engenharia Genética tem conseguido muitos avanços na manipulação de DNA e RNA.
A biotecnologia aplica essas técnicas também na produção de alimentos. A engenharia genética tem usado e pesquisado determinados métodos de produção de tecidos e órgãos humanos. Até mesmo seres vivos tem surgido destas pesquisas. O caso mais conhecido foi da ovelha Dolly. A técnica da clonagem foi utilizada gerando um novo ser vivo

quinta-feira, março 09, 2006

Tecnologia de diagnostico do cancro



Encontros discutem nova tecnologia de diagnóstico do câncer19 de outubro de 2005.



A Faculdade de Farmácia da UFMG é a organizadora do 5º Encontro Científico da Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares e do I Encontro Científico Hispano-Brasileiro de Medicina Nuclear/Oncologia, que acontecem, de 26 a 29 de outubro, no Hotel Othon Palace. Além de especialistas brasileiros, os eventos reunirão pesquisadores dos Estados Unidos, Espanha, Chile e Canadá.
Uma das principais discussões dos encontros girará em torno do exame de Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) – do inglês Positron Emission Tomography –, que auxilia pacientes com câncer a levar uma vida mais saudável. Durante os eventos, também serão debatidos temas como as novas tendências em farmácia nuclear, Oncologia I e II, pesquisas em nanobiotecnologia e aplicações da Medicina Nuclear, inflamação e infecção.
O PETA Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) é capaz de gerar imagens detalhadas dos órgãos examinados, diferentemente das informações obtidas por tomografia computadorizada e ressonância magnética. A técnica pela emissão de elétrons torna transparentes até mesmo os processos bioquímicos e o fluxo sangüíneo da pessoa.
O detalhe curioso é que o PET identifica tumores do tamanho da cabeça de um alfinete, em fase incipiente. Além disso, realiza estudo de viabilidade miocárdica, de epilepsia refratária, de Alzheimer e de demência. Em linhas gerais, a tecnologia é composta por máquina que utiliza o Flúor-18, substância ligada a uma molécula de glicose, a Fluorodeoxiglicose (FDC), que será absorvido e metabolizado por larga variedade de células.
Como as células cancerosas utilizam a glicose em taxas mais altas que a de um tecido normal ou benigno, o FDC pode identificar um câncer primário ou metástico antes que as evidências estruturais da doença estejam presentes.
Minas GeraisEstimativas da Escola de Farmácia da UFMG indicam que, nos próximos anos, mais de 10 mil pessoas serão acometidas por algum tipo de câncer em Minas Gerais. Se tais pessoas tiverem a oportunidade de se submeter ao exame da tecnologia PET, poderão sobreviver e levar uma vida saudável. A tecnologia é inovadora e em breve estará disponível no Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), localizado dentro do campus da UFMG.

terça-feira, março 07, 2006

Protótipo de vacina contra H5n1


Cientistas húngaros criaram um protótipo de vacina contra a gripe das aves, com resultados positivos nos ensaios clínicos realizados em humanos, anunciou hoje o ministro da Saúde húngaro.
Os ensaios clínicos tiveram resultados positivos, uma vez que foram encontrados anticorpos no sangue dos voluntários".
"A Hungria possui tecnologia para produzir rapidamente, em grandes quantidades e de forma eficaz, uma vacina contra o vírus", afirmou Lazlo Bujdoso, director dos ANTSZ, instituição que criou o protótipo da vacina.
"A eficácia do protótipo da vacina está provada em aves, pelo que pode ser utilizado para vaciná-las", referiu Lazlo Bujdoso.
Desde o fim de Setembro que os ANTSZ estão a levar a cabo ensaios clínicos do protótipo de vacina em 150 homens e mulheres que se ofereceram voluntariamente para o efeito.
Os serviços veterinários húngaros desenvolveram o protótipo de vacina a partir do foco do vírus que surgiu em Hong-Kong em 1997.


Na Rússia, o centro Vektor de virologia e biotecnologia está prestes a criar uma vacina contra a gripe das aves, afirmou hoje o vice-director da instituição, Serguei Netiossov.
"Numerosos institutos russos trabalham na criação de uma vacina contra a gripe das aves, uns para proteger os animais e outros para defender os humanos", afirmou.
"No que diz respeito à vacina contra o vírus da gripe das aves em humanos, o Instituto da Gripe de São Petersburgo está quase a resolver o problema", acrescentou o cientista.
Entretanto, o laboratório indiano Cipla confirmou hoje que vai produzir uma versão genérica do Tamiflu, medicamento utilizado no tratamento da gripe das aves, de acordo com um dos seus directores.
"Prevemos fabricar 750 quilos deste medicamento por mês, para comercialização a nível mundial", afirmou Amar Lulla, em declarações à AFP, acrescentando que a Cipla não tem "qualquer acordo com a Roche" (detentora da patente do Tamiflu), mas que está disposta a chegar a um compromisso.
Perante o elevado número de encomendas, devido à possibilidade do surgimento de uma pandemia, a Roche anunciou na terça-feira estar disposta a conceder licenças de fabrico do medicamento a outras empresas.
Com sede em Bombaim, a Cipla está presente em mais de 150 países e é uma das principais fabricantes mundiais de medicamentos genéricos, que assumem especial importância para os países em desenvolvimento

domingo, março 05, 2006

Cientistas descobrem gene que regula fertelidade


Cientistas descobrem gene que regula a fertilidade investigação Cientistas australianos anunciaram, ontem, a descoberta de um gene regulador da fertilidade quando estudavam terapias contra o cancro. Michael McKay, do Centro para o Cancro do Hospital Peter MacCallum de Melbourne, explicou que a descoberta ocorreu durante um estudo sobre os efeitos da radioterapia. Por meio de engenharia genética, McKay criou um ratinho que não dispunha de dois genes necessários para reparar ADN danificado por radiação e descobriu que o animal não podia reproduzir-se. Durante o estudo, foram também criados ratinhos com um desses genes, conhecidos como REC8, e comprovou-se que as fêmeas abortavam sempre que engravidavam. McKay explicou que usou ratinhos devido à semelhança da sua estrutura genética com a dos seres humanos.