segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Segurança alimentar


A segurança alimentar, os possíveis riscos de contaminação de alimentos, são preocupações de consumidores e industriais do ramo. Mas, como se garante essa segurança? Através de prolongadas e aturadas investigações laboratoriais, como as que são realizadas no Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, laboratório associado de Estado, desde Dezembro de 2004.

Com projectos em diferentes áreas, o Centro desenvolve há vários anos investigações dos lacticínios tradicionais e dos novos, como os produtos funcionais, por exemplo os iogurtes probióticos, "que têm um efeito positivo na nutrição e também são utilizados na prevenção de saúde e até no tratamento de doenças crónicas", .

Esse tipo de alimentos, têm um "carácter apelativo para a industria e para o consumidor. Todos gostariam de os colocar no mercado, mas têm que ter uma alegação de saúde, o que a maioria desses produtos não tem.
"Actualmente estamos a desenvolver diferentes projectos, alguns para entidades privadas e outros com financiamento público. Um destes, que está a ser financiado pela Agência de Inovação, é o desenvolvimento do requeijão probiótico", avançou Xavier Malcata.

"Sabe-se que o requeijão é muito rico em proteínas e é muito equilibrado. O que estamos a tentar fazer é enriquecê-lo com probióticos, isto é com bifidobacterias, que têm efeitos intestinais", disse o professor.

Por outro lado, a equipa de investigadores está também a estudar uma forma de o preservar por mais tempo. "Estamos a desenvolver uma embalagem apropriada que permita aumentar o tempo de prateleira", adiantou Xavier Malcata, revelando que "em breve o produto poderá vir a estar no mercado".

A Escola de Biotecnologia tem também feito diversos trabalhos sobre a caracterização do queijo da serra, a nível químico, microbiológico e textural. É necessário perceber a sua composição, "que tipo de microorganismos é que existem e os que ocorrem por contaminação durante o processo de fabricação. É mportante perceber que microrganismos tem e os que são importantes purificar", referiu o responsável.

Por outro lado, sublinhou, "o queijo da serra é um produto de elevada qualidade, mas tem um problema acrescido, é uma massa mole e por isso necessita de uma embalagem que lhe dê consistência. Uma questão que também estamos a trabalhar".


Por exemplo, o queijo da serra, "pode ser um produto de exportação desde que estejam garantidas todas as normas, caso contrário é de imediato excluído", sublinhou.