quarta-feira, Agosto 30, 2006

Descoberta capacidade de células para evitar abortos

Investigadores do Hospital Universitário Hadasa, em Jerusalém, descobriram que as células do sistema imunitário que destroem aquelas que o prejudicam têm a propriedade de contribuir para o desenvolvimento dos vasos sanguíneos. Esta descoberta permitirá, entre outras vantagens, evitar os abortos espontâneos e complicações na gestação, como a hipertensão ou a pré-eclampsia, declarou o responsável pela investigação, Simja Igal.

Esta propriedade das "células exterminadoras" do sistema defensivo do organismo, que o protegem de células cancerosas ou de vírus e bactérias, era até agora desconhecida, pelo que a sua descoberta abre a porta para a solução de problemas relacionados com a gravidez, acrescentou. Essas células - exemplificou - promovem o crescimento acelerado dos vasos sanguíneos, o que é vital para os da placenta, órgão intermediário entre a mãe e o feto durante a gravidez.

"Hoje sabemos que sem a intervenção dessas células e das substâncias que segregam, a placenta não se desenvolve como deve", afirmou Igal. "O nosso achado abre uma espécie de corredor anteriormente desconhecido e que, potencialmente, proporcionará muitas descobertas adicionais", acrescentou.

Os resultados da primeira etapa da investigação foram publicados pela revista especializada "Nature Medicine". "Os novos conhecimentos sobre as propriedades do sistema imunológico influenciarão decisivamente em muitos aspectos as gravidezes problemáticas, os abortos recorrentes e também a fecundação fora do útero", assinalou o cientista. Na segunda etapa, os médicos e biólogos que participaram no estudo irão investigar a sua aplicação, para cooperar com as mães e ajudá-las a ter filhos mais saudáveis

terça-feira, Agosto 01, 2006

Cultivo de milho transgénico quase duplicou este ano em Portugal

Os agricultores portugueses cultivaram, este ano, mais de 1.200 hectares de milho transgénico, segundo as notificações divulgadas pelo Instituto do Ambiente, o que representa quase o dobro do que foi cultivado em 2005.
“Em termos de superfície, o cultivo de variedades geneticamente modificadas é pouco significativo, porque representa menos de um por cento do total. Mas houve um crescimento de 40 a 45 por cento relativamente ao ano passado, quando foram semeados cerca de 750 hectares”, disse à Lusa o presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS).

Luiz Vasconcellos e Sousa justifica o crescimento com a “vontade comercial das empresas produtoras de sementes em implantarem os Organismos Geneticamente Modificados (OGM)” na Europa

No entanto, a procura não responde da mesma forma. “Não há mercado para OGM na Europa, pelo menos declarado. Daí que a superfície cultivada continue a ser reduzida. Não há uma grande pressão por parte da procura para que isso aconteça, logo, comercialmente não se torna muito interessante”, adiantou.

A lei que regula o cultivo de organismos geneticamente modificados em Portugal (17 variedades de milho) estabelece que os agricultores, entre outras obrigações, devem notificar a respectiva Direcção Regional da Agricultura (DRA), informando sobre a espécie que pretendem cultivar, a área e local onde se fará o cultivo e as medidas de coexistência adoptadas para evitar contaminações acidentais com outras culturas.
A divulgação das informações recolhidas pelas DRA é feita posteriormente pelo Instituto do Ambiente, uma vez que esta é a entidade que acompanha os eventuais efeitos dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) sobre o ambiente.

No total, foram recebidas notificações relativas ao cultivo de 1.241 hectares de milho transgénico, com destaque para as regiões do Ribatejo e Oeste (453 hectares) e Alentejo (678 hectares).
Os agricultores são também obrigados a informar as DRA sobre as medidas de coexistência adoptadas para evitar a contaminação com outras culturas convencionais ou biológicas.



Fonte:
http://semanal.omirante.pt

terça-feira, Maio 23, 2006

OGM: CE pode recusar portaria sobre municípios livres

OGM: CE pode recusar portaria sobre municípios livresA Comissão Europeia pediu ao Governo português que reformulasse a portaria que permite aos municípios declararem-se livres de transgénicos e pode vir a recusar a sua aplicação, disse hoje o presidente do Centro de Informação de Biotecnologia (CIB).
A portaria permite que as câmaras declarem zonas livres de transgénicos desde que esta deliberação seja apoiada por uma maioria de dois terços na Assembleia Municipal, mas, segundo Pedro Fevereiro, não terá sido aceite por Bruxelas.

«Terão entendido que não é aceitável que as Assembleias Municipais possam decidir sobre estas matérias», frisou o responsável do CIB, que hoje apresentou um estudo que confirma a possibilidade de coexistência entre variedades de milho transgénico e convencional.
Pedro Fevereiro acrescentou que a Comissão Europeia enviou ao Governo português a resposta à notificação relativa à criação de zonas livres de transgénicos, «constatando-se que Portugal deveria reformular totalmente a portaria» até ao dia 02 de Agosto.
Fonte do ministério da Agricultura considerou o procedimento de Bruxelas «normal», mas recusou-se a explicitar as dúvidas que foram colocadas.
A mesma fonte adiantou que o Governo respondeu às questões da Comissão Europeia «no início de Maio», sem adiantar mais pormenores.
A portaria complementa o decreto-lei que regula o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), publicado em Setembro de 2005, que deixava em aberto a regulamentação de zonas livres, já reivindicada pelos concelhos de Odemira, Ponte da Barca e pela região do Algarve.
As autarquias podem requerer zonas livres de transgénicos, depois de ouvirem as organizações locais de agricultores e desde que a deliberação seja aprovada por maioria de dois terços dos membros da Assembleia Municipal.
Os agricultores também podem optar pelo estabelecimento de zonas livres desde que explorem, no seu conjunto, um mínimo de cinco mil hectares contíguos.
Os agricultores devem apresentar este pedido à respectiva Direcção Regional de Agricultura com o comprovativo de que a área total do conjunto das explorações dos interessados atinge aquele valor mínimo.


Diário Digital / Lusa

terça-feira, Abril 11, 2006

Escolher o sexo custa 18 mil euros



Um casal português disposto a atravessar o Atlântico com 18 mil euros no bolso pode escolher o sexo do seu bebé. Algumas clínicas norte-americanas fazem-no, sem razões médicas, garantindo o resultado a 99,9 por cento. O assunto, ainda assim, é controverso do ponto de vista ético, principalmente porque a técnica mais segura implica a eliminação de embriões.





saiba mais em:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=197676&idselect=181&idCanal=181&p=0

Criado protótipo de vacina por engenharia genética para combater gripe das aves

Cientistas do Centro para Controlo da Doença norte-americano criaram um protótipo de vacina contra a eventual pandemia em humanos da gripe das aves através de engenharia genética, noticiou a BBC. A investigação de uma equipa do Center for Disease Control and Prevention norte-americano, publicada na prestigiada revista médica The Lancet, relata a experiência da vacinação feita em ratinhos, através de engenharia genética, na qual se verificou a protecção das cobaias contra uma versão do H5N1 que circulou em 2003.
Este é um dos primeiros passos para a criação de uma vacina de uma forma mais rápida que a tradicional e foi concretizado através da modificação genética de um adenovirus (vírus respiratório) para que este produza o subtipo 5 da proteína hemoglutinina, um dos componentes do vírus H5N1 da gripe das aves. A forma tradicional de desenvolver vacinas é através da injecção de vírus ligeiramente alterados - que não provocam a doença - em ovos de galinha. Mas, com esta técnica, o processo pode levar seis meses a estar concluído, pelo que os cientistas procuram novas formas de o acelerar, estimando-se que a utilização da engenharia genética venha a ser uma solução.



Fonte: Lusa

sábado, Abril 08, 2006

CE: Controlo de OGM em Portugal é insuficiente


A inspecção, cujas conclusões foram divulgadas quarta-feira, foi realizada na terceira semana de Outubro de 2005 e revela falhas no sistema de controlo dos alimentos para humanos e para animais contendo OGM, devido à falta de pessoal.
«O número limitado de recursos humanos não permite programar e apenas efectuar uma muito pequena quantidade de inspecções e análises de amostras», pelo que a legislação comunitária é aplicada apenas «parcialmente», indica o documento.

A inspecção visava avaliar o sistema português de controlo dos géneros alimentícios e alimentos para animais que contenham, consistam ou sejam produzidos a partir de OGM, de forma a comprovar se os produtos colocados no mercado obedecem às regras comunitárias.
Os inspectores comunitário detectaram nomeadamente que o plano anual de vigilância nesta matéria apenas refere um número «mínimo» de amostras a analisar, sem referir que tipo de produtos serão alvo de controlo.
Os responsáveis comunitários criticam ainda o facto das autoridades competentes centrais ou regionais, apesar de informadas da maioria das importações de géneros alimentícios de origem vegetal, permitirem que a mercadoria seja descarregada sem que os resultados das análises para detecção de OGM sejam conhecidos.
Ao mesmo tempo, os pontos de importação inspeccionados na missão têm um «número restrito de amostras».


Por outro lado, os inspectores elogiam uma inspecção de detecção da presença de OGM e de etiquetagem levada a cabo durante a missão, que se revelou «adequada em larga medida».
No que respeita aos alimentos animais, o documento realça que «não é efectuada qualquer» inspecção sobre a detecção da presença de OGM e etiquetagem e o plano de amostras para análise de OGM abrange um «número limitado de produtos», sendo igualmente «insuficiente» o número de análises previstas.


Nota positiva vai para os laboratórios visitados pelos inspectores europeus - dois dos quatro existentes no País - que dispõem de estruturas «adequadas e de pessoal qualificado».
O documento deixa algumas recomendações a Portugal, que deve dispor de mais recursos humanos e financeiros que permitam «uma aplicação total da legislação comunitária» e garantir a execução apropriada de inspecções e de outros controlos de verificação.
Portugal deve apresentar, num prazo de dois meses após receber o relatório final, um plano de acção que precise claramente de que maneira e dentro de que prazo as autoridades irão aplicar as recomendações feitas.

Em resposta ao relatório, Portugal afirma que será «equacionada» a atribuição de mais recursos humanos e financeiros e reforçados os controlos para que o país aplique a legislação da UE na totalidade.


Diário Digital / Lusa

sexta-feira, Março 24, 2006

Transgénicos: Eles estão aí

Transgénicos: Eles estão aí

“Já todos comemos transgenicos”. É este o aviso da bióloga Margarida Silva. Ainda assim, os portugueses sabem pouco sobre o tema.
“Somos cobaias de uma má experiência, que não tem controlo.” É assim que se refere Margarida Silva, coordenadora do grupo de Estudos Ambientais da Universidade Católica do Porto e representante da Quercus, a um dos temas mais polémicos da ciência – os transgenicos “Eles representam uma caixa preta em termos de impacto na saúde”.
Para Margarida Silva, os portugueses são “dos menos esclarecidos da União Europeia” sobre o tema. A opinião da bióloga confirma os resultados de um inquérito realizado pelo JornalismoPortoNet. Quase 90% dos portugueses não sabe o que são transgénicos. Muitos referem que já ouviram falar, mas não sabem do que se trata.


Opiniões dividem-se

A comunidade científica não tem uma posição uniforme em relação ao tema. Uns defendem os transgénicos. Outros condenam. “Temos aqueles que defendem os transgénicos, dizendo que os avanços científicos implicam riscos. Acrescentam que o valor nutricional dos alimentos pode ser melhorado e dizem também que os transgénicos podem resolver a questão alimentar dos países menos desenvolvidos, por permitirem uma maior produtividade”, refere Isabel Fernandes, nutricionista.
Depois, temos aqueles que estão contra os transgénicos, apontando-lhes muitos inconvenientes. “Estamos a arriscar a nossa vida a troco de nada”, pois os transgénicos têm vários inconvenientes, considera Margarida Silva. Um deles é a inexistência de estudos que mostrem os seus efeitos nos seres humanos. “Não sabemos se alguém morreu por causa deles”, acrescenta.
A contaminação dos solos é outra das preocupações. Experiências demonstram que a toxina Bt do milho geneticamente modificado passa para o solo, onde permanece durante anos. A biodiversidade está também em causa, garantem os ambientalistas. “Os genes da planta geneticamente modificada matam os insectos que a comem. Mas há experiências que mostram que joaninhas, que comeram insectos, que comeram transgénicos, também morreram”, afirma Isabel Fernandes.

Mas afinal onde é que eles estão?

“Desde bolachas, a salsichas, chocolates, pizas, hambúrguer, cereais, tudo pode ter transgénicos”, refere Margarida Silva. Em Novembro de 2002, a DECO publicou um artigo que mostrava os resultados de uma análise a 50 alimentos comercializados em Portugal. 5 Deles tinham transgénicos em quantidades baixas. Em 35 alimentos não foi possível analisar o ADN, o que quer dizer que podiam ter transgénicos.
Rotulagem é obrigatória?
Portugal segue a lei europeia em relação aos transgénicos. A rotulagem é obrigatória em alimentos com mais de 1% de transgénicos. “Aqueles que têm menos de 1% não necessitam de indicar isso no rótulo. Quer isso dizer que já todos comemos transgénicos, mesmo que em pequenas quantidades”, garante a nutricionista Isabel Fernandes. “Mas a rotulagem nem sempre é cumprida. Está a ser violado o nosso direito de escolha”, refere Margarida Silva.
Daniel Vaz



Comentários

As dúvidas geram grande insegurança. Parece n termos a certeza de nada. O q hoje faz mal, amanhã faz bem ou vice-versa. é assim a ciência. Mas poderemos dizer que os transgénicos são mais prejudiciais que os pesticidas, as hormonas e antibióticos ou as bactérias da aquacultura?Quando vou ao supermercado já não sei o que comprar com segurança.

sexta-feira, Março 17, 2006

Transgénicos: mocinhos ou bandidos?


Produzidos em ampla escala, os alimentos transgênicos poderiam solucionar o problema da fome no mundo. São frutas que mantêm sabor e consistência por vários dias em temperatura ambiente, e vegetais produzidos sem agrotóxicos. Só que os efeitos nocivos têm alertado para o surgimento de alergias e até mesmo para a interferência no ecossistema do planeta. Com isso, a regulamentação vira fruto de debate.
O desenvolvimento da Engenharia Genética proporcionou o aparecimento de alimentos produzidos a partir da tecnologia do DNA recombinante – os organismos geneticamente modificados (OMG) - que podem ser consumidos "in natura" ou manufaturados a partir de microorganismos, animais e plantas desenvolvidos em laboratórios. Entretanto, ainda não há como afirmar que os alimentos transgênicos são cientificamente seguros. Existem poucos produtos liberados, e com um potencial de risco, mesmo que muito pequeno.
A questão da rotulagem dos transgênicos gera polêmica. Existem duas importantes correntes; uma propõe três tipos de rótulos: não contém OGM, contém OGM e pode conter OGM, a outra, simplesmente defende a não identificação. Se isso ocorrer, uma pessoa alérgica pode desenvolver uma reação grave, se não estiver devidamente informada quanto à composição do produto transgênico.